Uma Rua Chamada Pecado - Elia Kazan Classificação: Muito Recomendado
Olá caros leitores,Uma Rua Chamada Pecado (1951) é um teatro-filmado.Baseado na premiada peça teatral de Tennesse Williams, o filme começa com a chegada de Vivian Leigh (Blanche Dubois) à casa da sua irmã Stella (Kim Hunter),um cortiço em Louisiana.Toda a ação se desenvolve praticamente tendo como cenário apenas, a casa de Stanley (Marlon Brando) e Stella.As caracterizações físicas e psicológicas são muito bem trabalhadas no filme, que é quase todo montado em closes.Bonita escolha do diretor Elia Kazan, que perderia toda sua ênfase na drama textual e a complexibilidade daqueles personagens se não fosse desta maneira.
Um dos dramas mais autênticos, ousados e polêmicos da história, valorizado por uma perfomance inédita de Marlon Brando (muito digno no papel de Stanley Kowalski).O filme,uma versão estendida da peça de Tennese Williams,A streetcar Named Desire,conta a história de Blanche Dubois(Leigh),uma mulher sensível e neurótica,porém,um diretor autêntico como Elia Kazan, que sabia como ninguém retratar dramas humanos,amargou os rótulos de imoral, indecente e vulgar,à epoca de seu lançamento.Visto hoje, é dificil de saber como um filme maduro e bem-feito possa ter recebido tais conotações.
Todavia,mostrar nos cinemas cenas sexuais apurativas entre os protagonistas (Como Brando sem camisa, sujo e suado)era tido como escândalo nos anos 1950.Pouco significa esses puritanismos baratos para os diais atuais.Importante mesmo é apreciar esse filme sublime de interpretações comoventes,realistas e recheado com uma fotografia preto-e-branco sem igual.A obra acabou sendo reavaliada pela crítica e pelo público, conquistando o merecido status de clássico. Levou o Oscar de Melhor Atriz (o segundo da carreira de Leigh), Ator Coadjuvante (Karl Malden, um achado como um homem solitário obcecado por Blanche), Atriz Coadjuvante (Kim Hunter) e Direção de Arte. Marlon Brando perdeu o prêmio para Humphrey Bogart (que, naquele ano, estrelou Uma Aventura na África) - o que, alguns dizem, foi uma injustiça grosseira. Para bem ou para o mal, polêmica anda lado a lado com a arte do cinema,e que este filme nos prova,indubitavelmente;pois ainda hoje,se forem alugar-lo,nele assistirão a versão do diretor com os 3 minutos que haviam sido cortados na época do lançamento por conterem cenas... "devassas" "inescrupulas" "indevidas"...aconselho-os, caros leitores, a tirarem suas própias conclusões, contemporâneas;Que a luz esteja com vocês...ação!!

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